sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Atenção - Leia e aprenda

O Menestrel - William Shekespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Abuso Sexual à mulher e à criança: Consequências, verdades e mitos

       Abuso Sexual à mulher e à criança: Consequências, verdades e mitos


Resolvi falar sobre o assunto, pois este é um tema que além de atual e comum em qualquer sociedade, não importa qual seja a religião, a camada social, raça e cor. O problema é uma ferida encrustada em nosso meio, acredito que não ninguém que não o conheça, seja na sua própria família, na vinhança ou tenha o visto muito próximo, se não conhece, pelo menos já ouviu falar. A amplitude do problema é vasto, desde a violência psicológica à física, da infância à velhice. Nossa responsabilidade diante do problema é denunciá-lo, a falta dela leva a sua perpetuação, tornando-o crônico e impune.

ABUSO SEXUAL

As experiências de abusos (físico, psicológico e sexual) no contexto do relacionamento íntimo entre pessoas, têm efeitos adversos a curto e em longo prazo, como por exemplo, a questão da violência contra a(o) companheira(o). De modo geral, as mulheres vítimas de abuso, recorrem mais freqüentemente a serviços médicos, ficam mais dias de cama e exibem mais sintomas de estresse e depressão, assim como pensamentos  suicídas ou tentativas de suicídio, transtorno de estresse pós-traumático, baixa auto-estima, abuso de álcool e de outras drogas.
A curto prazo a convivência com abusos denotam em várias reações emocionais importantes como o medo, raiva, isolamento, ansiedade aguda, somatizações de funções organicas (palpitações, dores, falta de ar, etc),   aumento gradual de doenças psicossomáticas (gastrointestinais, cardiocirculatórias, etc) e angústia.
As consequências da qualidade dos relacionamentos íntimos, sobre o estado de saúde físico e mental, têm sido cada vez mais estudados. Se continuadamente e a longo prazo o abuso sexual pode causar depressão, disfunção ou inaptidão sexual, uso excessivo e dependência de drogas e álcool, estresse pós-traumático e dissociamento (afastamento do convívio com outras pessoas) ou isolamento, sentimentos de elevada desconfiança em relação aos membros do sexo oposto, hipervigilância, tensão, sobressaltos e baixa auto-estima, critérios suficientes para levar ao diagnóstico de Transtorno de Estresse Pós-Traumático e  Transtorno Depressivo Maior.
O abuso no relacionamento íntimo é um forte estressor, capaz de ocasionar na vítima um processo de alterações neuropsíquicas, de natureza orgânica. A importância das estruturas cerebrais e a troca de informações entre os estímulos recebidos, as respostas a acionar e a carga emocional respectiva, existe uma integração que modula a resposta imunológica e o controlo das respostas autonômica e endócrina. Isto é, o aspecto emocional age diretamente sobre o aspecto físico do abusado.
Experiências repetidas sobre o estresse psicológico e suas consequências emocionais negativas como depressão, hostilidade, raiva, agressão, estão todas fortemente relacionadas com o sistema imunológico e com a saúde geral.
Alguns autores e pesquisadores, compararam mulheres com e sem experiência de abuso pelo companheiro e observaram que as mulheres abusadas reportam maior número de sintomas físicos, tais como, dores de cabeça, dores de costas, doenças sexualmente transmissíveis, dor pélvica, corrimentos vaginais, dor no ato sexual, infecções urinárias, perda de apetite, dor abdominal, problemas digestivos, e outros problemas relacionados ao estresse crônico.

ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA


Até alguns anos atrás, o abuso sexual de crianças era tratado como um tabu na sociedade. Entretanto, de lá para cá essa proibição está sendo quebrada, principalmente por conta da ação de movimentos feministas, por ações e incentivos de organizações governamentais ou não e por incentivo de governos ou órgãos destinado à recepção de denúncias anônimas ou não. E o que tem sido denunciado e encontrado é alarmante, não apenas em relação à freqüência de tais práticas, mas também em termos de conseqüências biopsicossociais. A criança, além do sofrimento durante o abuso sexual, também sofre danos a curto e a longo prazo, precocidade efetiva modifica e compromete totalmente o desenvolvimento da criança. O poder adulto na relação, ou seja, o fato do adulto ainda possuir o papel de mandante, de dono e de ser superior, é fator determinante da violência contra crianças, baseada numa cultura centrada na opinião que o adulto sabe tudo e pode tudo. Outro fato importante para a impunidade do abuso sexual infantil, é a superioridade que certos homens exercem sobre certas mulheres no âmbito familiar, ou sejam, a parte masculina impõe-se através do medo e da ameaça.
Caracteriza-se como abuso sexual, quando alguém se utiliza de uma criança para sentir prazer sexual e é veemente, quando a criança é incapaz ou não tiver idade para compreender, consequentemente provocando culpa, baixa auto-estima, problemas com a sexualidade, dificuldade em construir relações duradouras e falta de confiança em si e nas pessoas, sua visão do mundo e dos relacionamentos se torna muito diferente do jeito das outras pessoas.

A RESPONSABILIDADE DA DENÚNCIA

Diante diante, quando do conhecimento de uma situação de abuso sexual é importante amparar a vitima, dando apoio, amizade e transmitindo segurança, pois ela estará com sua confiança abalada e geralmente não acredita que alguém possa ajudá-la.
Importante é, procurar ajuda para que o caso possa ser denunciado, pois é através da denúncia que podemos combater o problema, a omissão, além de permitir a continuidade e da impunidade do abuso, também é crime, punido por lei. Entretanto, fechar os olhos e fingir que o abuso sexual “só pode acontecer na família dos outros”, é o mesmo que negar sua existência. Deixar de denunciar favorece sua perpetuação do problema.

É necessário romper o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e contra mulheres, crianças e adolescentes. Não podemos nos esconder atrás do medo ou não dar a significância e importância apropriada para o fato. Denunciar é a única forma de ajuda efetiva.
Existem orgãos oficiais aos quais podemos recorrer e fazer a denuncia, são alguns deles:


Delegacias da Mulher:
Tem por principio, assegurar tranqüilidade da população feminina vítima de violência, através de investigação, prevenção e repressão dos delitos praticados contra a mulher, auxiliar as mulheres agredidas, seus autores e familiares a encontrarem o caminho da não violência, através de trabalho preventivo, educativo e curativo efetuado pelos setores jurídico e psicossocial.

Conselhos Tutelares
Os Conselhos Tutelares foram criados para zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes. Cabe a eles, receber a notificação e analisar a procedência de cada caso, visitando as famílias. Se for confirmado o fato, o Conselho deve levar a situação ao conhecimento do Ministério Público.

Varas da Infância e da Juventude
Nos município onde não há Conselhos Tutelares, as Varas da Infância e da Juventude podem receber as denúncias.

Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescentes
Compete a investigação e apuração de fatos em que a Criança ou o adolescente aparecem como vítimas.

DISQUE 100
O serviço do Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes é coordenado e executado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Por meio do 100, o usuário pode denunciar violências contra crianças e adolescentes, colher informações acerca do paradeiro de crianças e adolescentes desaparecidos, tráfico de pessoas – independentemente da idade da vítima – e obter informações sobre os Conselhos Tutelares.
O serviço funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos de defesa e responsabilização, conforme a competência, num prazo de 24h. A identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo.

MITOS E VERDADES

1 - O agressor sexual normalmente é um psicopata, um tarado ou doente mental que todos reconhecem.
Na maioria das vezes, é uma pessoa aparentemente normal, até mesmo querida pelas crianças e pelos adolescentes.

2 - Pessoas estranhas representam perigo maior às crianças e adolescentes.
Os estranhos são responsáveis por um pequeno percentual dos casos registrados. Na maioria das vezes os abusos sexuais são perpetrados por pessoas que já conhecem a vítima, como por exemplo o pai, a mãe, madrasta, padrasto, namorado da mãe, parentes, vizinhos, amigos da família, colegas de escola, babá, professor(a) ou médico(a).

3 - O abuso sexual está associado a lesões corporais.
A violência física sexual contra crianças e adolescentes não é o mais comum, mas sim o uso de ameaças e/ou a conquista da confiança e do afeto da criança. As crianças e os adolescentes são, em geral, prejudicados pelas conseqüências psicológicas do abuso sexual.

4 - O abuso sexual, na maioria dos casos, ocorre longe da casa da criança ou do adolescente.
O abuso ocorre, com freqüência, dentro ou perto da casa da criança ou do agressor. As vítimas e os agressores costumam ser, muitas vezes, do mesmo grupo étnico e sócio-econômico.

5 - O abuso sexual se limita ao estupro.
Além do ato sexual com penetração (estupro) vaginal ou anal, outros atos são também considerados abuso sexual, como o voyeurismo, a manipulação de órgãos sexuais, a pornografia e o exibicionismo.

6 - A maioria dos casos é denunciada.
Estima-se que poucos casos, na verdade, são denunciados. Quando há o envolvimento de familiares, existem poucas probabilidades de que a vítima faça a denúncia, seja por motivos afetivos ou por medo do agressor; medo de perder os pais; de ser expulso(a); de que outros membros da família não acreditem em sua história; ou de ser o(a) causador(a) da discórdia familiar.

7 - As vítimas do abuso sexual são oriundas de famílias de nível sócio-econômico baixo.
Níveis de renda familiar e de educação não são indicadores do abuso e as famílias das classes média e alta podem ter condições melhores para encobrir o abuso. Nesses casos, geralmente as crianças são levadas para clínicas particulares, onde são atendidas por médicos da família, encontrando maior facilidade para abafar a situação.

8 - A criança mente e inventa que é abusada sexualmente.
Raramente a criança mente sobre essa questão. Apenas 6% dos casos são fictícios.

NÃO SE ABSTENHA, DENUNCIE!