terça-feira, 25 de outubro de 2011

Atalaia

O ATALAIA
Atalaia era o nome dado à pessoa responsável por guardar a cidade. Ele ficava de sentinela durante o seu turno para avisar a qualquer momento sobre o perigo que poderia vir à cidade. O Senhor comparou a função de um atalaia com a que os seus profetas, apóstolos e membros do corpo de Cristo devem desenvolver com relação ao perigo que aqueles que ainda não nasceram de novo estão correndo a cada momento, pois podem ser ceifados pela morte e passarão a viver a eternidade no reino das trevas.
Por esta razão, todos aqueles que já foram alcançados pelo evangelho da salvação, devem ser um atalaia sobre a vida dos seus familiares, vizinhos, amigos e outros, procurando avisá-los do perigo que estão correndo.
À luz da palavra do Senhor, em Ezequiel no capítulo 33, podemos ver a preocupação de Deus em levantar o profeta Ezequiel como um atalaia sobre Israel, para que o avisasse sobre o perigo que a nação estava correndo por causa do pecado por ela praticado. No entanto, o Senhor desejava restaurar todo o Israel, por isso, o profeta precisava avisá-lo.

Vejamos alguns detalhes importantes sobre a missão e a responsabilidade do atalaia:
a) Toca a trombeta de Deus
O atalaia ou o porta voz de Deus precisa ser sensível para poder ver quando Deus está enviando a Sua espada sobre a terra “Quando eu fizer vir a espada sobre a terra” (Ez.33:2). Esta sensibilidade deve ocorrer tanto na sua percepção quanto na sua audição, pois com os olhos espirituais abertos pode-se ver o que Deus está fazendo, e com os ouvidos espirituais desbloqueados, pode-se ouvir a orientação de Deus para nos livrar do juízo da Sua espada “Ele vir que a espada vem sobre a terra, e tocar a trombeta para avisar o povo” (Ez.33:3). Como podemos perceber o mensageiro de Deus precisa ouvir d’Ele a sua voz e crer que aquilo que foi dito, pelo Senhor, impreterivelmente ocorrerá, por isso é preciso avisar os que não estão prontos com urgência a fim de livrá-los do perigo que estão correndo.
Como igreja dos primogênitos nesta geração, sabemos perfeitamente que o Senhor não quer que ninguém se perca, antes deseja que todos sejam salvos, por isso é de nossa inteira responsabilidade proclamar a redenção dos perdidos através da obra de Jesus lá na cruz. Esta é a trombeta que devemos tocar para os que estão perdidos em todas as partes.

b) Toca a trombeta como um aviso de Deus
O som da trombeta da salvação deve ser anunciado em todo o tempo a todas as pessoas. Paulo disse a Timóteo: “Convoco-te, pois, diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre bem o teu ministério” (IITm.4:1-2,5). A proclamação da salvação por si mesma não garante que aqueles que ouviram a mensagem serão naturalmente salvos, mas torna-os conscientes da necessidade da vida eterna com Deus. Porém aqueles que ouvirem sobre a vida eterna no Reino de Deus e não valorizarem adequadamente a palavra que ouviram, certamente morrerão em seus pecados e não entrarão no Reino de Deus, eles serão os próprios responsáveis por sua condenação eterna “Então se alguém ouvir o som da trombeta, mas não se der por avisado, e
vier a espada, e o tomar, o seu sangue será sobre sua própria cabeça” (Ez.33:4).

c) Toca a trombeta para livrar o ímpio
O Senhor nos constituiu em nossa geração como seus legítimos atalaias, por esta razão, devemos ser sensíveis para crer na existência da vida eterna sem Deus e saber que o desejo de Deus é desviar o homem deste futuro. No entanto, os instrumentos que Deus deseja usá-los para alcançar a humanidade somos nós, assim sendo, não podemos nos furtar desta tão nobre missão de proclamar a salvação para aqueles que estão escravizados pela força do pecado, tornando-se cada dia mais e mais cauterizados pelos enganos das trevas e, desta forma, insensíveis aos propósitos eternos de Deus. A missão de proclamar a redenção de Deus para esta geração é nossa. O corpo de Cristo estabelecido sobre a terra precisa levar a cabo esta responsabilidade “A ti, ó filho do homem, te constitui por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lhes darás aviso da minha parte” (Ez.33:7). Na qualidade de cristãos neste tempo do fim, temos o dever de proclamar o evangelho da salvação, a fim de que o ímpio possa ver o reino e entrar nele. O Senhor nos outorgou esta missão, pois ninguém que está tão próximo de nós poderá chegar diante do Senhor dizendo que não teve oportunidade de ouvir sobre a salvação “Mas se advertires o ímpio do seu caminho, para que eles se convertam, e ele não se converter morrerá na sua iniquidade, mas tu terás livrado a tua alma” (Ez.33:9).

d) Toca a trombeta para livrar a sua própria vida
A redenção dos eleitos de Deus é algo tão sério no reino espiritual que o Senhor chega a exortar os seus atalaias que se eles falharem no cumprimento da sua missão e algum eleito não ouvir a proclamação do evangelho da salvação e se perder, o Senhor cobrará dos seus atalaias a responsabilidade desta vida “Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade... Nele temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados segundo as riquezas da sua graça” (Ef.1:4-7).

Como não está escrito na testa das pessoas que elas são as eleitas de Deus, devemos pregar a salvação eterna através de Jesus para todos os moradores da terra, pois desta forma quando a palavra alcança um eleito, gera vida no seu espírito humano e ele vem como membro individual para fazer parte do corpo de Cristo.

O porta voz de Deus deve ter em seu coração uma única preocupação, ou seja, a de realizar plenamente a vontade de Deus, assim como Jesus, nosso referencial maior, que declarou: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (Jo.4:34). Sendo assim, devemos proclamar o evangelho da salvação a todas as pessoas sob pena de não fazermos e o Senhor requerer de nós o sangue dos eleitos que se perderam por nossa negligência “Mas se o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta para avisar o povo, e se a espada vier, e levar um vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue cobrarei da mão do atalaia” (Ez.33:6).

e) Toca a trombeta para anunciar o propósito de Deus
O atalaia de Deus deve cumprir a sua missão plenamente convicto da consciência de que está realizando a plena vontade de Deus. Sabemos que desde a queda do primeiro Adão, Deus tem sido implacável no propósito da redenção daqueles que caíram como conseqüência do pecado do primeiro homem criado. Por esta razão, o Senhor disse: “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; porque morrereis, ó casa de Israel?” (Ez.33:11). O Senhor não está chamando de ímpio, neste contexto, os gentios, povos de outras nações, mas o povo hebreu que Ele mesmo escolheu como Seu povo. Perceba que na verdade o Senhor está usando o seu atalaia para chamar o seu povo ao arrependimento e a conversão. Este é um tempo em que o Senhor está chamando os seus filhos ao arrependimento e à conversão, sem desprezar a salvação daqueles que ainda não foram alcançados. Pois Deus disse a Abraão que os seus filhos seriam como as estrelas dos céus e como a areia do mar. Esta figura de linguagem é para nos mostrar que a herança de Deus é uma multidão de pessoas salvas, justas e retas que vão fazer parte do Seu Reino e trabalhar pela sua implantação sobre toda a terra, pois cremos totalmente no governo de Deus estabelecido nos justos e através deles sobre toda a terra “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade” (Dn.7:18).

Buscando Auxilio?

AGRADECIDO - Salmo 100; I Tessalonicenses cap. 5 v. 18; Hebreus cap. 13 v. 15
AMARGURADO OU CRÍTICO - I Coríntios cap. 13
ANGUSTIADO - Salmo 51; Mateus cap. 5 vers. 4;João cap. 14;II Coríntios cap. 1 vs. 3-4; I Tessalonicenses cap. 4, vs. 13 a 18.
ANSIOSO - Salmo 46;Mateus cap. 6 vs. 19 a 34; Filipenses cap. 4 v.6;I Pedro cap.5 vs. 6-7;
AUSENTANDO-SE DO LAR - Salmo 121;Mateus cap. 10 vs.16 a 20.
CANSADO - Salmo 90;Mateus cap. 11 vs. 28 a 30; I Coríntios cap. 15 v. 58; Gálatas cap.6 vs. 9-10.
ARREPENDIDO E TRISTE - Salmo 4;Salmo 42;Lucas cap.11 vs. 1 a 13;João cap. 17; I João cap. 5 vs. 14-15.
DEPRIMIDO - Salmo 34
AMEAÇADO: Salmo 91;Salmo 118 5:-6;Lucas cap. 8 vs. 22 a 25
DESENCORAJADO - Salmo 23; Salmo 55:22; Mateus cap. 5 vs. 11-12; II Coríntios cap. 4 vs. 8 a 18;Filipenses cap. 4 vs. :4 a 7.
DESVIADO - Salmo 51I João cap. 1 vs. 4 a 9
EM DIFICULDADES - Salmo 16; Salmo 31João cap. 14 vs. 1 a 4; Hebreus cap. 7 v. 25
EM DÚVIDA - Mateus cap. 8 v. 26; Hebreus cap. 11
ENFERMO OU NA DOR - Salmo 38 ; Mateus cap. 26 v. 39 ;Romanos cap. 5 vs. 3 a 5; II Coríntios cap. 12 vs. 9 e 10;
I Pedro cap. 4 vs. 12,13 e 19; II Coríntios cap. 12 vs. 9 e 10; I Pedro cap. 4 vs. 12,13 e 19
ENFRENTANDO CRISE- Salmo 121; Mateus cap. 6 vs. 25 a 34; Hebreus cap. 4 v. 16
FALTA A FÉ - Salmo 42:5; Hebreus cap. 11
FALTAM OS AMIGOS - Salmo 41:9-13; Lucas cap. 17 vs. 3-4; Romanos cap.12 vs. 14-21; II Timóteo cap. 4 vs. 16 a 18
NECESSITANDO ORIENTAÇÃO - Salmo 32:8
NECESSITANDO PAZ - João cap. 14 vs. 1 a 4; João cap. 16 v. 33; Romanos cap. 5 vs. 1 a 5; Filipenses cap. 4 vs. 6-7
NECESSITANDO PROTEÇÃO DE DEUS - Salmo 27:1-6; Salmo 91; Filipenses cap. 4 v. 19
NECESSITANDO REGRAS PARA VIVER - Romanos cap. 12
PREOCUPADO - Mateus cap. 6 vs. 19 a 34; I Pedro cap. 5 vs. 6-7
PROTEGIDO - Salmo 18:1-3; Salmo 34:7
COM MEDO - Salmo 34:4; Mateus cap. 10 v. 28; II Timóteo cap. 1 v. 7; Hebreus cap. 13 vs. 5-6
SOLITÁRIO - Salmo 23; Hebreus cap.13 vs. 5-6
TENTADO - Salmo 1; Salmo 139:23,24; Mateus cap.26 v. 41; I Coríntios cap.10 vs. 12 a 14; Filipenses cap.4 v. 8; Tiago cap. 4 v. 7 ;
II Pedro cap. 2 v. 9; II Pedro cap. 3 v. 17
TRISTE - Mateus cap. 5 v.4; II Coríntios cap. 1 vs. 3,4
VENCIDO - Salmo 6; Romanos cap. 8 vs. 31 a 39; I João cap. 1 vs. 4 a 9
VIAJANDO - Salmo 121 45







































Capitulos e versículos


Já imaginámos
qual seria o nosso trabalho,
se tivéssemos de folhear as duas mil
e tal páginas da Bíblia à procura de
uma palavra ou de uma frase
para citar num artigo, num sermão
ou num encontro de catequese?
Por aqui avaliamos a vantagem
de terem dividido o seu texto
em capítulos e versículos.
Mas, quem fez esse trabalho?
O mérito deve ser repartido
por judeus, católicos e protestantes.

Quando os autores sagrados compuseram individualmente os
livros que depois formariam parte da Bíblia, não os dividiram
assim. Com efeito, ao escrever, nenhum deles imaginou que a
a sua obra viria a ser lida por milhões e milhões de pessoas e
literário  e comentando cada uma das suas frases. Eles
apenas deixaram correr a "pena" sobre o "papel", sob a
inspiração do Espírito Santo, e compuseram um texto longo e
seguido, desde a primeira até à última página.

Foram os judeus que, ao reunirem-se no dia de sábado nas
sinagogas, começaram a dividir em secções a Lei (isto é, os
cinco primeiros livros bíblicos, ou Pentateuco), e também os
livros dos Profetas, a fim de poderem organizar a leitura
contínua.

Nasceu assim a primeira divisão da Bíblia - neste caso, do
Antigo Testamento - que seria de carácter "litúrgico" visto
ser utilizada nas celebrações cultuais.

O ensaio JUDAICO
Como os judeus procuravam ler toda a Lei no decurso de um
ano, dividiram-na em 54 secções (tantas, quantas semanas
tem o ano) chamadas "perashiyyot" (= divisões). Estas
separações estavam assinaladas na margem dos manuscritos,
manuscritos, com a letra "p".

Os Profetas não foram todos divididos em "perashiyyot",
como a Lei; deles foram apenas seleccionados 54 pedaços,
chamados "haftarot" (= despedidas), assim chamados porque
com a sua leitura se encerrava, nas funções litúrgicas, a
leitura da Bíblia.

O Evangelho de São Lucas (4,16-19) conta que em certa
ocasião Jesus estava de visita a Nazaré, sua terra natal, onde
onde tinha sido criado, e quando chegou o sábado
compareceu pontualmente na sinagoga a fim de participar no
ofício como todo o bom judeu. E, estando ali, convidaram-no
a fazer a leitura dos Profetas. Então, passou para a frente,
pegou no rolo e leu a "haftarah" correspondente a esse
sábado. Lucas informa-nos que pertencia ao profeta Isaías, e
sábado. Lucas informa-nos que pertencia ao profeta Isaías, e
segundo o nosso actual sistema de divisão.

O ensaio cristão
Os primeiros cristãos receberam dos judeus este costume de
reunirem semanalmente para ler os livros sagrados. Mas, à
Lei e aos Profetas, juntaram também os livros
correspondentes ao Novo Testamento. Por isso, resolveram
dividir também estes rolos em secções ou capítulos para
poderem ser lidos facilmente na celebração da Eucaristia.

Chegaram até nós alguns manuscritos antigos, do séc. V,
onde aparecem estas primeiras tentativas de divisões
Bíblicas. E por eles sabemos, por exemplo, que naquela
antiga classificação Mateus tinha 68 capítulos, Marcos 48,
Lucas 83 e João 18.

Este fraccionamento dos textos da Bíblia tinha permitido não
sistemática da palavra como também para estudar melhor a
Sagrada Escritura, pois facilitava enormemente encontrar
certas secções, perícopes ou frases que normalmente
levariam muito tempo a ser localizadas num volume tão
intrincado.

Foi um arcebispo que o fez
Mas, com o andar dos séculos, aumentou o interesse pela
palavra de Deus - pela sua leitura, estudo e conhecimento
mais exato.
Já não bastavam aquelas divisões litúrgicas, mas fazia falta
outra mais exata, assente em critérios mais académicos,
onde se pudesse seguir um esquema ou descobrir alguma
estrutura em cada livro. Além disso, impunha-se uma divisão
de todos os livros da Bíblia, e não apenas dos que eram lidos
nas reuniões de culto.

O mérito de empreender esta divisão de toda a Bíblia em
capítulos, tal como a temos actualmente, coube a Estêvão
Langton, futuro arcebispo de Canterbury (Inglaterra). Em
1220, antes de ser sagrado como tal, sendo professor da
Sorbonne, em Paris, decidiu criar uma divisão em capítulos,
mais ou menos iguais. O seu êxito foi tão retumbante, que
todos os doutores da Universidade de Paris, a adoptaram,
ficando assim consagrado o seu valor perante a Igreja.

O manuscrito conserva-se
Langton tinha feito a sua divisão sobre um novo texto latino
da Bíblia, ou seja, a Vulgata, que acabava de ser corrigido e
purificado de velhos erros de transcrição. Esta divisão foi logo
copiada sobre o texto hebraico, e mais tarde transcrita na
versão grega chamada dos Setenta.
Quando Estêvão Langton morreu, em 1228, os livreiros de
Paris já tinham divulgado a sua criação numa nova versão
latina que acabavam de editar, chamada Bíblia parisiense, a
primeira Bíblia da História dividida em capítulos.

Foi tão grande a aceitação desta minuciosa obra do futuro
arcebispo, que até os próprios judeus a admitiram para a sua
Bíblia hebraica. De facto, em 1525, Jacob Ben Jayim
publicou uma Bíblia rabínica em Veneza, que continha os
capítulos de Langton. Desde então, o texto hebreu adoptou
esta mesma classificação.

Até hoje, conserva-se na Biblioteca Nacional de Paris, com o
número 14417, a Bíblia latina utilizada pelo arcebispo de
Canterbury para o seu singular trabalho e que, sem ele
próprio imaginar, estava destinado a estender-se por todo o
mundo.



Mas, faltavam uma divisão menor, por versículos
Mas, à medida que o estudo da Bíblia ganhava em precisão e
minuciosidade, estas grandes secções de cada livro,
chamadas capítulos, mostraram-se insuficientes. Era
necessário subdividi-las em partes mais pequenas com
numerações próprias, a fim de localizar com maior rapidez e
exatidão as frases e palavras desejadas.

Uma das primeiras tentativas foi a do dominicano italiano
Santos Pagnino, o qual, em 1528 publicou em Lyon uma
Bíblia completa subdividida em frases mais curtas, que
tinham um sentido mais ou menos completo: os actuais
versículos.

Contudo, não caberia a ele a glória de ser o autor do nosso actual sistema de classificação de versículos, mas a Roberto Stefano, um editor protestante. Este aceitou a divisão feita por Santos Pagnino, para os livros do Antigo Testamento, e
actual sistema de classificação de versículos, mas a Roberto
Stefano, um editor protestante. Este aceitou a divisão feita
por Santos Pagnino, para os livros do Antigo Testamento, e
curiosamente, o dominicano não tinha posto versículos nos 7
livros deuterocanónicos (isto é, nos livros de Tobite, Judite, 1
e 2 Macabeus, Sabedoria, Ben Sira e Baruc), pelo que, Stefano
teve que completar este trabalho.

O trabalho definitivo
Ao contrário, a divisão do Novo Testamento não lhe
agradou, e decidiu substitui-la por outra, feita por ele próprio.
Seu filho conta que se entregou a esta tarefa durante uma
viagem a cavalo de Paris a Lyon.

Stefano publicou primeiro o Novo Testamento em 1551, e
depois a Bíblia completa em 1555. E foi ele o organizador e
divulgador do uso de versículos em toda a Bíblia, sistema que,
com o tempo, se viria a impor no mundo inteiro.

Esta divisão, tal como a anterior em capítulos, também foi
feita sobre um texto latino da Bíblia. Só em 1572 é que se
publicou a primeira Bíblia hebraica com os versículos.

Finalmente, o papa Clemente VIII fez publicar uma nova
versão da Bíblia em latim para uso oficial da Igreja, pois o
texto anterior, de tanto ser copiado à mão, tinha sido
deformado. A obra viu a luz a 9 de Novembro de 1592, e foi a
primeira edição da Igreja Católica com a divisão definitiva de
capítulos e versículos.

Não saiu totalmente bem
Deste modo, ficou constituída a fachada exibida actualmente
em todas as nossa Bíblias. Mas, longe de serem perfeitas,
estas divisões mostram muitas deficiências, que revelam o
modo arbitrário como foram feitas. Os estudiosos actuais
podem detectá-las, mas os seus autores não estavam, então,
em condições de conhecê-las.

Por exemplo, Estêvão Langton, no livro da Sabedoria
interrompe um discurso sobre os pecadores para colocar o
capítulo 2, quando o mais natural teria sido colocá-lo um
versículo mais acima, onde naturalmente começa. Outro
exemplo mais grave é o capítulo 6 de Daniel, que começa a
meio de uma frase inconclusiva, quando deveria ter sido posto
algumas palavras mais adiante.

Também os versículos mostram esta inexactidão. Um dos
casos mais curiosos é o de Génesis 2, no qual o versículo 4
abrange duas frases, pertencendo a primeira a um relato do
séc. VI, e a segunda a outro... quatrocentos anos posterior! E
ambos formam um mesmo versículo! Também em Isaías 22, a
a primeira parte do versículo 8 pertence a um oráculo do
profeta, enquanto que a segunda, de outro estilo e teor, foi
escrita duzentos anos mais tarde.

Vê-se, indubitavelmente, que o seu "criador" ia a cavalo entre
Paris e Lyon, quando as compôs.

De saber a viver...
há muito que aprender
A organização da Bíblia em capítulos e versículos foi o início
de um estudo cada vez mais profundo deste livro.
Hoje, conhecemos a Bíblia até aos mais pequenos detalhes.
Sabemos que tem:
1.328 capítulos,
40.030 versículos,
3.566.480 letras, no texto original.
Que a palavra Yahvé, o nome
sagrado de Deus, aparece
6.855 vezes.
Que o salmo 117 se encontra exatamente no meio da Bíblia.


A Bíblia foi sujeita a todos os estudos que se possam fazer. Agora só falta que nos decidamos, com o mesmo afinco, a viver o que ela ensina e a crer o que nos promete.
Ariel Álvarez Valdés,
Sacerdote argentino, biblista,
in Revista Bíblica, nº 290, págs. 13-16

Canôn

== Cânone do Antigo Testamento ==
Antes mesmo de Deus ter ordenado a Moisés que escrevesse, pela primeira vez,
um memorial a respeito da vitória de seu povo sobre os amalequitas, a Palavra de Deus
já circulava entre os homens sob o método da transmissão oral: "Escuta-me,
mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei; o que os sábios anunciaram, ouvindo-o de
seus pais, e o não ocultaram ...". ([[Jó]] 15:17,18)
Os Evangelhos registraram várias citações de [[Jesus]] do Antigo Testamento,
comentando sobre o Gênesis, Deuteronômio, Números, I Samuel, Salmos, Malaquias,
Daniel, reconhecendo-os como a Palavra de Deus ([[Evangelho de Mateus|Mateus]]
12:3; 19:4; 22:37-40).
Para se conferir a confiança que os escritores do [[Novo Testamento]] tinham do Antigo,
basta conferir as centenas de citações da [[Torá|Lei]], dos profetas e outros escritos.

Acredita-se que começando por Moisés, à proporção que os livros iam sendo escritos,
eram postos no [[Tabernáculo]], junto ao grupo de livros sagrados. Especula-se que
tivesse sido Esdras quem reuniu os diversos livros e os catalogou, desse modo
estabelecendo a coleção de livros inspirados por Deus. Desses originais, os copistas ou
[[escriba]]s fizeram cópias para uso das sinagogas largamente disseminadas. Porém a
crítica não aceita a tese de que livros posteriores ao tempo do profeta figuram na [[Bíblia
Hebraica]], como é o caso do Livro de Daniel. Segundo especialistas, isso explicaria
porque o Livro de Daniel não figura entre os escritos proféticos, mas nos hagiógrafos.
O prólogo da versão grega do Eclesiástico, datado em 130 a.C parece já confirmar a
suspeita dos estudiosos modernos. Com efeito nele lemos: ''"Pela Lei, pelos Profetas e
por outros escritores que os sucederam, recebemos inúmeros ensinamentos importantes
(...) Foi assim que após entregar-se particularmente ao estudo atento da Lei, dos
Profetas e dos outros Escritos, transmitidos por nossos antepassados [...]

Nota-se que o cânon indicado neste escrito considera canônicos livros posteriores ao
tempo dos profetas.

As descobertas do Mar Morto e Massada mostram que entre os antigos judeus ainda
não havia um cânon bíblico fixo ou instituído, que só veio depois do século I a criar corpo,
e mesmo assim com muitas divergências.

Alguns dizem que o Cânone Hebraico de 39 livros, só foi realmente fixado no '''[[Concílio
de Jâmnia]]''' em [[100]], embora nesse mesmo concílio livros como o de Ester, Daniel,
Cântico dos Cânticos, ficaram de fora do cânon, que só veio a ser fixado mesmo no
[[século IV. Estudiosos como Leonard Rost garantem que tais decisões demoraram
muito para serem aceitas e até hoje não tiveram aceitação em muitas comunidades
judaicas; como o caso dos judeus do Egito, quem tem um cânon semelhante ao
Católico e Ortodoxo.

O [[Concílio de Jâmnia]] rejeitou todos os livros e demais escritos e considerando-os
como [[apócrifos]], ou seja, não tendo evidências de inspiração por Deus e fonte de fé,
tanto quanto da verdadeira autoria. Houve muitos debates acerca da aprovação de certos
livros, como Ester e Cântico dos Cânticos, conforme registro da Mishiná. A tese de que
o trabalho desse Concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito pela grande maioria
dos judeus através dos séculos, carece de fundamento científico e é rejeitada pela
majoritariamente pelos especialistas.

Até os primeiros quatro séculos, na Igreja Primitiva não havia um parecer oficial sobre o
Cânon do AT. As opiniões eram muito diversas. Pais da Igreja como Melitão, Cipriano e
Rufino postulavam pelo Cânon Hebraico (com 39 livros, excluindo os deuterocanônicos).
Já Ireneu, Justino e Agostinho defendiam o Cânon Alexandrino (com 46 livros, incluindo
os [[Deuterocanônicos]]). Jerônimo começou negando a canonicidade dos
[[Deuterocanônicos]], embora os tenha incluíndo em sua [[Vulgata]]. Escritos seus
posteriores mostram que esta sua posição inicial foi revista, é o que se verifica em sua
Carta a Rufino e outra a Paulino, Bispo de Nola.

No final do séc. IV, Concílios Ecumênicos (significa mundial) reafirmaram o Cânon
Alexandrino. É o caso dos Concílios de Roma (382 d.C, dando origem ao Cânon
Damaseno), Hipona I (cânon 36, 393 d.C), Cartago III (cânon 47, 397 d.C), IV (cânon 24,
417 d.C) e Trullo (cânon 2, 692). Um documento conhecido como Decreto Gelasiano
(496 d.C) também opta pelo Cânon Alexandrino.

As Igreja Orientais também fizeram sua opção pelo Cânon Alexandrino, adotando a
[[Septuaginta]] como a versão oficial do AT.

Desta forma, depois do séc. IV, o Cânon Alexandrino havia obtido aceitação ampla em
toda Igreja: no Ocidente com as versões da [[Vetus Latina]] e a [[Vulgata]]. e no Oriente
com a [[Septuaginta]].


=== Novas controvérsias sobre o Cânon do AT ===
No início do séc. XV, um grupo dissidente da Igreja Copta (também chamados de
Monofisistas), conhecidos como Jacobitas questionaram o Cânon Alexandrino entre
outras coisas. Em 1441, O Concílio Ecumênico de Florença, através da Bula ''Cantate
Domino'' (4/2/1442) reafirma o caráter canônico do Cânon Alexandrino.

Com a Reforma Protestante, Lutero volta a questionar o caráter canônico dos
[[Deuterocanônicos]] do Antigo e trechos e livros Novo Testamento como a carta de
[[Epístola de Tiago|Tiago]] - [[II Pedro]] - [[II João]] - [[III João]] - [[Epístola de
Judas|Judas]] - [[Apocalipse de São João|Apocalipse de João]], negando inclusive seu
caráter eclesiástico, pois para ele estes livros eram contrários à Fé. Em 1545, é
convocado o [[Concílio de Trento]], que novamente reafirma o caráter canônico do
Cânon Alexandrino.

No início não houve consenso entre os Protestantes sobre o Cânon do AT e do NT. O
Rei Tiago da Inglaterra, responsável pela famosa tradução KJV (King James Version),
defendia que os [[Deuterocanônicos]] deveriam continuar constando nas Bíblias
Protestantes.

Logo depois a Igreja Ortodoxa Russa resolve deixar como facultativa a aceitação ou não
do Cânon Alexandrino.


Segundo a Fé Cristã, Jesus foi o redentor de quem o Antigo Testamento deu testemunho.
Neste contexto, suas palavras não podiam ter menos autoridade do que a Lei e os
Profetas. Convencidos disto, os cristãos as repetiam sempre. Em momentos oportunos
os Apóstolos e os Evangelistas colocaram parte dela na forma escrita, o que se tornou o
núcleo do cânone definido pela Igreja nos primeiros séculos.

Segundo o historiador da Igreja Primitiva, o Bispo Eusébio de Cesaréia (séc. IV), os
apóstolos e os evangelistas nunca tiveram em mente deixar qualquer coisa por escrito
(note que a grande maioria dos apóstolos nada escreveu), quando o fizeram foram
forçados por situações especiais, como a impossibilidade de se encontrar com alguma
comunidade, por exemplo (ver História Ecleisástica, III, 24,3-7).

Como no Antigo Testamento, homens inspirados por Deus escreveram aos poucos os
livros que compõem o Cânone do Novo Testamento. No ano [[100]], todos os 27 livros
canônicos do Novo Testamento estavam escritos, porém não havia ainda uma lista
autorizada de livros para o NT. Assim como o cânon do AT, o cânon do NT levou muitos
séculos para ser fixado.

Em nenhum escrito do NT consta uma lista autorizada dos livros que devem ser
considerados sagrados. Somente em 2Pd 3,15-16, o Apóstolo Pedro confessa que os
escritos do Apóstolo Paulo são Escrituras Sagradas, mas não os relaciona e nem
relacionada quais seriam os outros livros da Escritura.

A Referência mais antiga que se tem sobre o Cânon do NT se encontra em um
manuscrito descoberto pelo sacerdote italiano [[Ludovico Antonio Muratori]] no séc. XVIII,
datado do séc. II. Por causa do nome de seu descobridor, este documento ficou
conhecido como ''[[Cânon de Muratori]]''. Neste escrito estão relacinados os 4 Evangelhos,
as cartas paulinas , Judas e 1,2 João e o Apocalipse. Não são relacionadas as epístolas
Hebreus, Tiago e as de Pedro.

Muitas controvérias existiram para se reconhecer o caráter canônico de livros com
Hebreus, Tiago, Judas, Apolocalipse, 2 e 3 João e 2 Pedro. Por esta razão alguns
estudiosos os chamam de [[Deuterocanônicos]] do NT.

Da mesma forma, outros livros já estiveram no cânon NT, porém depois foram rejeitados.
É o caso da Primeira Carta de Clemente aos Coríntios (séc. I) e o Pastor de Hermas
(séc. II).

A lista completa dos livros do NT conforme existe hoje aparece pela primeira vez na
Epístola 39 de [[Santo Atanásio de Alexandria]] para a Páscoa de 367 d.C.

Esta mesma lista foi confirmada por documentos posteriores como o
[[Decreto Gelasiano]], e os Cânones de Hipona, Cartago III e IV.

Durante a [[Reforma Protestante]], Martinho Lutero demonstrou dúvida quanto à autoria
e canonicidade de alguns livros do Novo Testamento: Hebreus, Tiago, Judas e o
Apocalipse. No entanto, ao traduzir o Novo Testamento para o alemão em 1522, Lutero
traduziu esses livros perfazendo ao todo 27 livros que temos hoje, mesmo não os
considerando inspirados.

O [[Concílio de Trento]], no 1º Período (1545-48), promulgou os decretos sobre o cânon
sagrado para a Igreja Católica Romana reafirmando o Cânon do Novo Testamento também
com os 27 livros que temos hoje.

Os nomes de Deus

ABA PAI Sl 89:26 Rm 8.15
EL FORÇA, PODER Gn 1.1

EL ELIOM DEUS ALTÍSSIMO Nm 24:16 Sl 7:17 Sl 18:13
EL ELOE ISRAEL O DEUS PESSOAL DE ISRAEL Gn 33:18-20

EL OLAM DEUS DA ETERNIDADE, DO UNIVERSO Gn 21:33

EL ROI DEUS QUE VÊ Gn 16:13

EL SHADDAI DEUS TODO PODEROSO Gn 17:1

ELOHIM DEUS VIVO, DEUS CRIADOR Gn 24:4 Dt 5:36
EMANUEL DEUS CONOSCO Is 7:14 Mt 1:23
EYALUTH FORÇA Sl 22:29 Jl 3:10 2Co 12:10
GAAL REDENTOR Jó 19:25 Sl 103:4
HA EL DEUS FEZ UM PLANO PARA VOCÊ Sl 77:13

HAKADOSH BARUKHU KADESH O SANTO BENDITO SEJA SACRADO


JEOVÁ DEUS (em nome Redentivo) Ex 6:3

JEOVÁ ELOAI O SENHOR MEU DEUS Js 7 7-8

JEOVÁ ELOHENU O SENHOR NOSSO DEUS Dt 2 :33,36

JEOVÁ ELOHIM SABAOTH SENHOR DEUS DOS EXÉRCITOS Jr 11:20 Sl 24.10
JEOVÁ GILBOR SENHOR É PODEROSO GUERREIRO Sl 42:13 Ex 15:3
JEOVÁ JIRÉ O SENHOR QUE PROVÊ Gn 22:8 1Co 10:13 Gn 26
JEOVÁ - KAINNA O SENHOR ZELOSO Ex 20:5 Ex 34:14
JEOVÁ NISSI O SENHOR É MINHA BANDEIRA Ex 17:15

JEOVÁ RAPHA O SENHOR QUE SARA Ex 15:26

JEOVÁ ROHI SENHOR MEU PASTOR Sl 23:1 Jo 10
JEOVÁ SHALOM O SENHOR É PAZ Jz 6:24

JEOVÁ SHAMMA DEUS PRESENTE Ez 48:35

JEOVÁ TSIDKENU NOSSA JUSTIÇA Jr 23:6

KADESH SAGRADO


KADISH / KIDUSH SANTIFICAÇÃO


KADOSH O SANTO DE ISRAEL Jr 15:19

KASHER APTO, PURO


KIDUSHIM SANTIDADE


MAGEN SENHOR NOSSO ESCUDO Sl 3:3

MAOR DOADOR DA LUZ Gn 1:16 Is 60:1
PALAR SENHOR LIBERTADOR Sl 18:2

SHAPHAR JUÍZ Gn 18:25

TSADDIA JUSTO Sl 7:9

YASHA SENHOR SALVADOR Is 43:3

YESHUA SALVAÇÃO


YESHUA HAMASHIAH JESUS O ENVIADO


YAWEH MEU SENHOR


HASHEM QUE SIGNIFICA "O NOME"


RIBONO SHEL OLAM O SENHOR DO UNIVERSO