O
uso e significado do kipá
O
significado da palavra kipá?
é "arco", que fica compreensível quando pensamos em seu formato.
A kipá é um lembrete constante da presença de D'us. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de D'us.
Nossos sábios afirmam que cobrir a cabeça também está associado à humildade, pois nos lembra que existe algo acima de nossa cabeça (nosso intelecto): D'us.
A kipá deve estar sempre sobre a cabeça, lembrando que há alguém acima de nós observando todos nossos atos. Isso faz com que reflitamos mais sobre nosso comportamento e nossas ações.
O Talmud, no tratado de Shabat, traz a passagem, "Hicon licrat Elokecha Yisrael", "Prepare-te diante de seu D'us, Israel".
Baseado nesse versículo, nossos Sábios costumavam preparar-se no momento da prece demonstrando que estavam prestes a ter um encontro com o Rei dos Reis. numa situação em que o homem está prestes a fazer algo errado, a kipá está lá - mesmo que no fundo de sua consciência - lembrando que irá ter de prestar contas pelo seu ato. O mesmo ocorre numa situação em que a pessoa está em apuros: a kipá lhe relembra que Alguém está com ele, por mais perdido que se sinta.
É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante D'us.
É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, fazer uma oração ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta.
O SURGIMENTO
O surgimento da kipá e o sentido inicial do seu uso dentro do judaísmo até hoje não tem uma explicação satisfatória. No entanto, durante muito tempo seu uso não foi obrigatório. Somente no século XIX, diante do perigo da assimilação, os ortodoxos instituiram a obrigatoriedade do uso. Certas ramificações como os Caraítas, não seguem esse costume.
De acordo com a tradição, apenas homens devem usar a kipá, ainda que nos tempos modernos ramificações não-ortodoxas do judaísmo permitam que as mulheres utilizem também a kipá.
é "arco", que fica compreensível quando pensamos em seu formato.
A kipá é um lembrete constante da presença de D'us. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de D'us.
Nossos sábios afirmam que cobrir a cabeça também está associado à humildade, pois nos lembra que existe algo acima de nossa cabeça (nosso intelecto): D'us.
A kipá deve estar sempre sobre a cabeça, lembrando que há alguém acima de nós observando todos nossos atos. Isso faz com que reflitamos mais sobre nosso comportamento e nossas ações.
O Talmud, no tratado de Shabat, traz a passagem, "Hicon licrat Elokecha Yisrael", "Prepare-te diante de seu D'us, Israel".
Baseado nesse versículo, nossos Sábios costumavam preparar-se no momento da prece demonstrando que estavam prestes a ter um encontro com o Rei dos Reis. numa situação em que o homem está prestes a fazer algo errado, a kipá está lá - mesmo que no fundo de sua consciência - lembrando que irá ter de prestar contas pelo seu ato. O mesmo ocorre numa situação em que a pessoa está em apuros: a kipá lhe relembra que Alguém está com ele, por mais perdido que se sinta.
É costume judaico desde os primórdios um homem manter sua cabeça coberta o tempo todo, demonstrando com isso humildade perante D'us.
É expressamente proibido entrar numa sinagoga, mencionar o nome Divino, fazer uma oração ou bênção, estudar Torá ou realizar qualquer ato religioso de cabeça descoberta.
O SURGIMENTO
O surgimento da kipá e o sentido inicial do seu uso dentro do judaísmo até hoje não tem uma explicação satisfatória. No entanto, durante muito tempo seu uso não foi obrigatório. Somente no século XIX, diante do perigo da assimilação, os ortodoxos instituiram a obrigatoriedade do uso. Certas ramificações como os Caraítas, não seguem esse costume.
De acordo com a tradição, apenas homens devem usar a kipá, ainda que nos tempos modernos ramificações não-ortodoxas do judaísmo permitam que as mulheres utilizem também a kipá.
O
uso e significado do Talit
História
do Tallith
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão de azul. E as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais; não seguireis o vosso coração, e nem após os vossos olhos, pêlos quais andais vos prostituindo. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sejais a vosso Deus". Números 15:38-40.
Este é o mandamento do Senhor aos judeus acerca do tallith, (o manto ou xale de orações) que é usado por todo judeu em todo o mundo. O tallith também é chamado um manto de oração porque quando é posto sobre a cabeça ele provê isolamento e previne da distração, o que permite ao usuário orar como se tivesse entrado em um armário ou barraca.leshua (Jesus) disse, "Mas tu quando orares, entra em teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto..." Mateus 6:6 A palavra no grego traduzida para aposento é tameion. que procede do hebraico heder e se refere ao tallit como um quarto de oração ou armário.
Quando os judeus olham para as franjas do tallith eles se recordam :
1) Da Lei de Deus
2) Ele eram responsáveis em obedecer a Lei de Deus
3) Eles foram chamados para ser homens santos.
O uso do tallith tinha e tem um efeito pedagógico e serve também de sinal para que aquele que o usa possa, ao ver ás franjas, lembrar-se das leis (preceitos) da Palavra do Senhor. Eles deveriam (e ainda devem) obedecê-las e andar de conformidade com tudo aquilo que lhes foi revelado por Deus. Essa forma de vida apenas externaria aquilo que já estava bem consolidado em seu interior; o amor e a obediência ao Deus Eterno!
Sendo assim, o uso do tallith serve também para lembrar ao homem que ele deve guardar a santidade de Deus e também deve tornar-se cada vez mais santo para o Senhor.
Em Atos 18:3 encontramos escrito: "e como era (Paulo) do mesmo ofício, ficou com eles (Priscila e Áquila) e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas".A palavra "fazer tendas" em nossas versões vem do original grego skenopoios e significa um que fez barracas portáteis pequenas de couro, pano ou linho". Como previamente declarado, o tallith também era chamado ou tido como uma barraca. O Centro Judaico de Estudos Cristãos acharam esta referência em escritos judaicos do primeiro século. Esta referência em particular feita a Sha'ul(Paulo), Priscila e Áquila é significante porque nós sabemos que Sha'ul (Paulo) havia estudado com Gamaliel (Atos 22:3) e também Priscila e Áquila devem ter sido treinados no judaísmo, para que Sha'ul (Paulo) tivesse tal consideração para com eles, a ponto de ajuntar-se com eles trabalhando em conjunto. Para fazer os nós nas franjas de um tallith requeria-se uma especialização e um treinamento rabínico. Toda linha e todo laço eram significantes.
Alguns estudiosos julgam que Paulo, Priscila e Áquila podem ter sido os fabricantes de tallith.
Até mesmo leshua usou um tallith. Em Mateus 9:20 e Lucas 8:44 nos é relatado sobre a mulher com o fluxo de sangue que chega até leshua para tocar o tzit tzit (franja) do artigo de vestuário dele (o tallith). A mulher, sendo uma judia, conhecia os mandamentos concernentes ao tallith e sabia quem era leshua. Sua intenção em tocá-lo foi premeditada, pois quando isso acontecesse, seria liberado o poder de Deus para curá-la. Ela então percorre o caminho em direção à leshua, passa pelo meio da multidão, e estende sua mão por trás de Ieshua para tocar no tzit tzit (franja) do tallith de leshua! E então acontece! Ela é instantaneamente curada! Ela alcançara seu objetivo, pois fizera a coisa certa quando tocara no tzit tzit (franja) do tallith de leshua. Foi aí que Ieshua sentiu que poder havia saído dele! Então ele pergunta: "Quem me tocou?" Os discípulos indagam: "Mestre, a multidão te aperta, e como dizes: Quem me tocou? Então leshua responde: alguém me tocou pois saiu de mim poder". Aí ela se apresenta e recebe a confirmação da bênção que tanto esperara: a cura!
O povo judeu nos dias de leshua entendia que quando um homem ungido por Deus usava um tallith o poder de Deus estava disponível naquele momento e através daquele homem. .Usá-lo seria motivo de olhar e trazer à lembrança todos os mandamentos do Senhor. Estes mandamentos incluíam poder curativo. Mateus 14:36 e Marcos 6:56 nos falam que muitos buscaram tocar o tzit tzit (franja) do tallith (manto) de leshua para que fossem curados.
É interessante notarmos que estas franjas representavam a autoridade do homem judeu, e foi justamente ali o local onde todos tentavam tocar para receberem bênçãos! Não é fantástico como Deus se utiliza daquilo que o povo já conhece para trazer-lhes suas bênçãos? Os necessitados tocavam naquilo que representava a autoridade de leshua! E quando eles conseguiam tocar a Ieshua. algo de tremendo acontecia!
Notemos ainda que o ato de colocar uma pequena franja em cada canto das vestimentas está relacionado com a ação de Deus tirando o seu povo do Egito, pois o olhar para as franjas relembra também os atos salvíficos do Senhor Deus de Israel para com seu povo!
Ieshua disse, "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento" Mateus.22:37-38. _Os escribas dividiram os 613 mandamentos (os quais leshua foi exigido saber já aos treze anos de idade) em 248 mandamentos afirmativos (ou positivos) que correspondem aos ossos do corpo; e 365 mandamentos negativos, que correspondem aos dias do ano.
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão de azul. E as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais; não seguireis o vosso coração, e nem após os vossos olhos, pêlos quais andais vos prostituindo. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sejais a vosso Deus". Números 15:38-40.
Este é o mandamento do Senhor aos judeus acerca do tallith, (o manto ou xale de orações) que é usado por todo judeu em todo o mundo. O tallith também é chamado um manto de oração porque quando é posto sobre a cabeça ele provê isolamento e previne da distração, o que permite ao usuário orar como se tivesse entrado em um armário ou barraca.leshua (Jesus) disse, "Mas tu quando orares, entra em teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto..." Mateus 6:6 A palavra no grego traduzida para aposento é tameion. que procede do hebraico heder e se refere ao tallit como um quarto de oração ou armário.
Quando os judeus olham para as franjas do tallith eles se recordam :
1) Da Lei de Deus
2) Ele eram responsáveis em obedecer a Lei de Deus
3) Eles foram chamados para ser homens santos.
O uso do tallith tinha e tem um efeito pedagógico e serve também de sinal para que aquele que o usa possa, ao ver ás franjas, lembrar-se das leis (preceitos) da Palavra do Senhor. Eles deveriam (e ainda devem) obedecê-las e andar de conformidade com tudo aquilo que lhes foi revelado por Deus. Essa forma de vida apenas externaria aquilo que já estava bem consolidado em seu interior; o amor e a obediência ao Deus Eterno!
Sendo assim, o uso do tallith serve também para lembrar ao homem que ele deve guardar a santidade de Deus e também deve tornar-se cada vez mais santo para o Senhor.
Em Atos 18:3 encontramos escrito: "e como era (Paulo) do mesmo ofício, ficou com eles (Priscila e Áquila) e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas".A palavra "fazer tendas" em nossas versões vem do original grego skenopoios e significa um que fez barracas portáteis pequenas de couro, pano ou linho". Como previamente declarado, o tallith também era chamado ou tido como uma barraca. O Centro Judaico de Estudos Cristãos acharam esta referência em escritos judaicos do primeiro século. Esta referência em particular feita a Sha'ul(Paulo), Priscila e Áquila é significante porque nós sabemos que Sha'ul (Paulo) havia estudado com Gamaliel (Atos 22:3) e também Priscila e Áquila devem ter sido treinados no judaísmo, para que Sha'ul (Paulo) tivesse tal consideração para com eles, a ponto de ajuntar-se com eles trabalhando em conjunto. Para fazer os nós nas franjas de um tallith requeria-se uma especialização e um treinamento rabínico. Toda linha e todo laço eram significantes.
Alguns estudiosos julgam que Paulo, Priscila e Áquila podem ter sido os fabricantes de tallith.
Até mesmo leshua usou um tallith. Em Mateus 9:20 e Lucas 8:44 nos é relatado sobre a mulher com o fluxo de sangue que chega até leshua para tocar o tzit tzit (franja) do artigo de vestuário dele (o tallith). A mulher, sendo uma judia, conhecia os mandamentos concernentes ao tallith e sabia quem era leshua. Sua intenção em tocá-lo foi premeditada, pois quando isso acontecesse, seria liberado o poder de Deus para curá-la. Ela então percorre o caminho em direção à leshua, passa pelo meio da multidão, e estende sua mão por trás de Ieshua para tocar no tzit tzit (franja) do tallith de leshua! E então acontece! Ela é instantaneamente curada! Ela alcançara seu objetivo, pois fizera a coisa certa quando tocara no tzit tzit (franja) do tallith de leshua. Foi aí que Ieshua sentiu que poder havia saído dele! Então ele pergunta: "Quem me tocou?" Os discípulos indagam: "Mestre, a multidão te aperta, e como dizes: Quem me tocou? Então leshua responde: alguém me tocou pois saiu de mim poder". Aí ela se apresenta e recebe a confirmação da bênção que tanto esperara: a cura!
O povo judeu nos dias de leshua entendia que quando um homem ungido por Deus usava um tallith o poder de Deus estava disponível naquele momento e através daquele homem. .Usá-lo seria motivo de olhar e trazer à lembrança todos os mandamentos do Senhor. Estes mandamentos incluíam poder curativo. Mateus 14:36 e Marcos 6:56 nos falam que muitos buscaram tocar o tzit tzit (franja) do tallith (manto) de leshua para que fossem curados.
É interessante notarmos que estas franjas representavam a autoridade do homem judeu, e foi justamente ali o local onde todos tentavam tocar para receberem bênçãos! Não é fantástico como Deus se utiliza daquilo que o povo já conhece para trazer-lhes suas bênçãos? Os necessitados tocavam naquilo que representava a autoridade de leshua! E quando eles conseguiam tocar a Ieshua. algo de tremendo acontecia!
Notemos ainda que o ato de colocar uma pequena franja em cada canto das vestimentas está relacionado com a ação de Deus tirando o seu povo do Egito, pois o olhar para as franjas relembra também os atos salvíficos do Senhor Deus de Israel para com seu povo!
Ieshua disse, "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento" Mateus.22:37-38. _Os escribas dividiram os 613 mandamentos (os quais leshua foi exigido saber já aos treze anos de idade) em 248 mandamentos afirmativos (ou positivos) que correspondem aos ossos do corpo; e 365 mandamentos negativos, que correspondem aos dias do ano.
Símbolos
judaicos
TORÁ
Contém a revelação divina, a lei outorgada a Israel. Torá designa os primeiros cinco livros do Antigo Testamento, também conhecidos como Pentateuco (da expressão grega para cinco pergaminhos, ou cinco livros de Moisés).
Testamento significa “Aliança”.
Nos escritos rabínicos, a Torá é mais do que um código legal. Esse substantivo deriva-se do verbo hebraico “Yarah”, “lançar”, “Atirar uma flecha”, “alvejar”. Mediante associação de idéias, veio a significar: instrução, ensino, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação, mandamento e lei.
Durante a formação da Bíblia houve um processo de seleção. Foram incluídos somente aqueles livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. Apenas os livros selecionados tornaram-se parte do cânone (que significa padrão ou medida). A base para esta seleção foram os cinco primeiro livros chamados de Torá.
Os judeus se referem à Bíblia O Tanach.
Essa palavra é uma abreviação composta pelas iniciais das palavras hebraicas “Torá” (ensinamento) “Neviim” (profetas) e “Ketuvim” (Escritos), sendo a Torá a base.
A Torá refere-se originalmente a uma instrução particular transmitida ao povo por um porta voz de D-us, como um profeta ou sacerdote. Como esses ensinamentos consistem sobretudo em preceitos, a palavra Torá é muitas vezes traduzida como lei; e como esses ensinamentos consistem na essência da primeira divisão da Bíblia que compreende: Gêneses, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Uma cópia do rolo sobre o qual estão escritos estes cinco livros, é depositada na arca de cada sinagoga judaica.
MURO DAS LAMENTAÇÕES
O muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, é o lugar mais sagrado e venerado pelos judeus por tratar-se da única relíquia do último templo.
O muro ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C. em redor do segundo Grande Templo
No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.
Durante o período romano, não era permitida aos judeus, a entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo, e choravam sobre as ruínas do Templo.
Daí o nome muro das lamentações. O costume de orar junto ao muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao muro foi novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade dividida.
Depois da Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de Junho de 1967), o Muro das Lamentações converteu-se em lugar de júbilo nacional e de culto religioso.
MENORÁ
A primeira Menorá foi feita obedecendo a instruções minuciosas de Moisés. A Bíblia afirma que a forma, o desenho e os detalhes da Menorá, foram inspirados por revelação do céu. Na Menorá, havia sete braços ao todo: uma haste central, e três braços que saiam de cada lado. Cada um dos sete tinha uma tigela para o óleo, que era retirada diariamente pelos sacerdotes para limpeza e recomposição do óleo. Ela era impressionantemente grande, de ouro puro e de desenho altamente decorativo.
Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram um papel muito importante. Quando o Templo foi destruído, a Menorá tornou-se principal símbolo artístico e decorativo da fé judaica. A razão pela qual a Menorá de sete braços nunca foi usada como parte ou ornamento do ritual até os tempos modernos, foi a proibição rabínica da reprodução e uso de quaisquer dos ornamentos do Templo. Em conseqüência, no lar, era o candelabro do Shabat (sétimo dia da semana – descanso) e o castiçal convencional que supriam a iluminação nas ocasiões festivas e religiosas por mais de 2 mil anos.
A Menorá foi reintroduzida em 1948 (proclamação do Estado de Israel) como símbolo nacional do povo judeu e da identidade de Israel.
Menorá é uma palavra hebraica que indica candeeiro com sete braços, usado no Tabernáculo. (Êxodo 25: 31-40) (Êxodo 37: 17-24) (Zacarias 4: 2-5; 10-14)
A luz da “Menorá” simboliza a presença de D-us (no hebraico Shekinah)
“Yeshua” (Jesus) é o candeeiro, pois Ele é a luz do mundo. E o número sete indica a perfeição do seu ofício de iluminador. (João 1: 9) “A luz verdadeira que ilumina a todos os homens, estava vindo ao mundo.”
O material que o candeeiro foi feito, o ouro, representa a preciosidade dos símbolos espirituais, bem como a divindade de Yeshua. O azeite que queimava no candeeiro, representa o Espírito Santo e sua unção de consolador. (João 16: 7) e também de convencer do pecado, da justiça e do juízo. (João 16: 9-11) Levando o homem a reconhecer a verdade apresentando provas ou argumentos; persuadindo e determinando todas as coisas.
MEZUZÁ
É um símbolo da fé judaica, merecedor de grande respeito. A Mezuzá é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “Shemá” (oração da unicidade de D-us) - (Deuteronômio 6: 9; 11: 20). Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadai (um dos nomes de D-us), impressa no verso do pergaminho.
É pregada numa posição inclinada na parte superior da ombreira direita da residência. Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas dos dedos, e em seguida apertando-os contra o lábio.
O significado religioso mais profundo do seu simbolismo seria lembrar ao homem a unicidade de D-us e induzi-lo a amá-lo.
Base bíblica para uso da Mezuzá:
“E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”
(Deuteronômio 6: 9)
INSTRUÇÕES PARA INSTALAR A MEZUZÁ
O uso da Mezuzá é uma Mitzva (mandamento), dada pelo Eterno em sua Torah:
Dt 6:1-9 “1 Ora este é o mandamento, os estatutos e os juízos que o Eterno vosso Elohim ordenou que se vos ensinassem, para que os cumprais na terra a que passais para a possuirdes; 2 a fim de que temas ao Eterno teu Elohim, de modo que guardes todos os seus estatutos e os seus mandamentos que eu hoje te mando, tu e teu filho, e o filho de teu filho, por todos os dias da tua vida; e para que se prolonguem os teus dias. 3 Ouve, pois, ó Israel, e cuida de o fazer; para que te vá bem, e para que te multipliques abundantemente, como o Eterno, Elohim de teus pais, te prometeu, numa terra que mana leite e mel. 4 Ouve (Entenda do Espírito), ó Israel; o Eterno nosso Elohim é o único Elohim. 5 Amarás, pois, ao Eterno teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. 6 Estas palavras que eu hoje te intimo, estarão sobre o teu coração; 7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás, sentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. 8 Atá-las-ás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos. 9 Escrevê-las-ás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”
Dentro da Mezuzá encontra-se escritos em um pergaminho os textos de Deuteronômio 6:1-9, acima citado, Deuteronômio 11:13-21 e Números 15:37-41.
Dt 11:13-21 “13 Se obedecerdes diligentemente aos meus mandamentos que eu hoje vos ordeno, de amar ao Eterno vosso Elohim, e de o servir de todo o coração e de toda a alma, 14 darei chuvas à vossa terra a seu tempo, a chuva temporã e a chuva serôdia, para que recolhas o teu pão e o teu mosto e o teu azeite. 15 Nos vossos campos darei hervas para o vosso gado, e comereis e vos fartareis. 16 Guardai-vos para que não suceda que o vosso coração se deixe seduzir, e que vos desvieis e sirvais outros deuses e os adoreis; 17 que a ira do Eterno se acenda contra vós, e feche ele o céu, e não caia a chuva, e a terra não dê os seus frutos; e que pereçais da boa terra que o Eterno vos está dando. 18 Ponde estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atá-las-eis por sinal na vossa mão, e vos serão por frontais entre os vossos olhos. 19 Ensiná-las-eis a vossos filhos, falando delas quando estiverdes sentados em vossas casas, quando andardes pelo caminho, quando vos deitardes e quando vos levantardes. 20 Escrevê-las-eis nos umbrais de vossas casas, e nas vossas portas; 21 para que se multipliquem os vossos dias, bem como os dias de vossos filhos, na terra que o Eterno prometeu com juramento a vossos pais que lhes daria, enquanto o céu cobrir a terra.”
Nm 15:37-41 “37 Disse mais o Eterno a Moisés: 38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que nos cantos dos seus vestidos se lhes façam fímbrias durante as suas gerações, e que se ponham na fímbria de cada canto um fio azul. 39 Ser-vos-á por fímbria, para que, vendo-a, vos lembreis de todos os mandamentos do Eterno, e os observeis, para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração e pelos vossos olhos; 40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Elohim. 41 Eu sou o Eterno vosso Elohim, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Elohim: eu sou o Eterno vosso Elohim.”
No anverso, perto do alto, está escrito o nome “Shadai”, um dos nomes pelos quais o Eterno é conhecido em hebraico. Intérpretes da tradição judaica já disseram que as três letras hebraicas Shin, Dalet e Yod constituem realmente um aerograma formado pelas primeiras letras da frase: “Shomer Daleth Yisra’el” (Guardião da Porta de Israel).
As Mezuzot devem ser colocadas não apenas nas portas de entrada da casa ou apartamento, mas em todos os aposentos, exceto banheiros.
Antes de coloca-la no umbral o homem deve cobrir a cabeça com o Talit e proferir a benção:
“Baruch Ata Adonai, Elohenu Melech haolam, asher kidshanu b’mitvotav, v’tzvanu likboa mezuzot.”
(Bendito seja tu , ó Eterno, nosso Elohim, Rei do Universo, que nos santificaste em teus mandamentos e ordenaste afixar a mezuzot).
A Mezuzá deve ser colocada no primeiro 1/3 do umbral, à direita de quem entra na casa. Deve ser num ângulo de quarenta e cinco graus, com a parte de cima, onde o nome “Shadai” aparece apontando para dentro e para cima. Se o umbral for estreito demais para permitir isto, a ponta com o nome “Shadai” deve ficar sempre no alto, mesmo que a mezuzá fique em posição vertical.
Entrando ou saindo da casa, é costume tocar-se na capa da mezuzá com as pontas dois dedos e depois beija-los, em sinal de amor, agradecimento e respeito pelo Eterno nos ter dado esse mandamento.
Deve-se abrir a mezuzá de sete em sete anos para verificar se o pergaminho está com mofo.
KIPÁ
O homem foi criado “à imagem de D-us”.
Portanto ele deve vestir-se com dignidade. A cabeça como fonte de moral, representa a parte mais importante no corpo humano.
Cobrindo a cabeça somos lembrados da onipresença divina, e conscientizamo-nos de que a humildade é a essência da religião.
A verdade que ninguém sabe ao certo como, quando e porque surgiu o costume. Durante muito tempo, as autoridades religiosas não consideravam obrigatório o uso do Kipá.
Somente no século XIX, face ao perigo da assimilação, aos judeus ortodoxos adotaram o Kipá como símbolo da particularidade judaica, e fizeram do costume uma lei.
TALIT
Tem origem em um dos mandamentos bíblicos contido no livro de (Números 15: 37-41), o qual instrui o indivíduo a usar franjas nos quatro cantos da veste exterior. O Talit tem como objetivo ser uma espécie de “lembrete” visível do dever de observar fielmente os mandamentos da Torá. O Talit é obrigatório para todos os homens judeus, quando nas sinagogas ou no lar na hora das orações.
Quando o Talit se tornou o xale das orações, a lei rabínica determinou que o seu uso só seria obrigatório para homens casados. No entanto, na época Contemporânea, é costume dos rapazes começarem a usa-lo a partir do seu Bar-Mitzvá (13 anos)
O Talit é em geral feito de linho, lã ou seda, com as franjas do mesmo material .
Jesus usava seu Talit. Em (Mateus 9: 20) (Marcos 5: 28) (Lucas 8: 44)
“Certa Mulher, que havia doze anos que padecia de um fluxo de sangue, chegou por detrás dele e tocou a orla do seu manto.”
Ela tocou nas franjas ou borlas usadas nos cantos do Talit de “Yeshuah”
TEFILIN
O Tefilin ou filactério representa um símbolo proeminente da religião judaica. O homem judeu devoto, durante gerações, ao cumprir o rito diário de colocação do Tefilin, cada vez que pronunciadas as orações matutinas recebia assim um reforço para permanecer consciente de seus deveres religiosos e de sua identidade judaica como um grupo. O Tefilin era para ele um símbolo de dedicação pessoal ao seu D-us e à Torá. A obrigação de usá-los foi exposta em um dos mandamentos do Livro de Êxodo.
Eles consistem em duas caixas separadas, cujas bases, têm em geral, de 4 a 6 cm. Em cada cubo acham-se depositadas tiras de pergaminho, nas quais estão escritas quatro passagens bíblicas em hebraico. São feitos de couro negro. Um se destina à cabeça, e o outro à mão esquerda. São presos por meio de tiras, nós, e alças de couro. O Tefilin usado na cabeça, é amarrado na testa de forma a ficar sugestivamente perto do cérebro; o que está no braço esquerdo fica numa posição mais próxima do coração. Esse arranjo é interpretado como significando que o judeu, quando adora a D-us, fá-lo com todo o seu coração e com todos os seus pensamentos.
O uso do Tefilin é obrigatório para todos os homens adultos judeus desde a época em que celebram o Bar-Mitzvá (13 anos). São colocados antes de iniciar o recitativo das orações matutinas todo dia. Há exceções, como no Shabat e nos dias de festa, uma vez que os dias santos já são por si só símbolos da identidade religiosa judaica.
“Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos.” (Deuteronômio 6:8; 11:18)
TALMUD
A Bíblia "JUDAICA" compõe-se de textos que foram reunidos pelos hebreus e preservados através dos séculos como o Livro Sagrado do Povo Judeu, consiste em três divisões:
1º A Torá (os cinco livros de Moisés, também denominados de Pentateuco no grego);
2º Os Profetas;
3º Salmos e Provérbios;
A TORÁ é um relato dos acontecimentos desde o princípio do mundo até a morte de Moisés, entremeados de leis e mandamentos.
Com o passar do tempo, o povo Judeu foi desenvolvendo uma série de leis suplementares e eram transmitidas "oralmente" de geração a geração.
Com o retorno dos judeus do Exílio Babilônico, Esdras começou a compila-la e comentá-la, e continuou através de vários sábios, quando então o “Rabi Yehuda Ha' Nassi” (O Príncipe) acabou de concluí-la. A esse código deu-se o nome de "MISHNÁ".
A "MISHINÁ", juntamente com a GEMARÁ (Comentários e interpretações rabínicas das leis da Mishná), compõe o Talmud.
Existem duas versões do Talmud:
1ª A versão de Jerusalém;
2ª A versão Babilônica, que diferem apenas em certos aspectos.
O mais completo é o Babilônico, elaborado entre os séculos III e V, foi iniciado por Rabi Rav Ashi, chefe da academia de Sura sob o domínio dos persas e árabes, no ano 367 e continuado por seus discípulos até a metade do século VI.
Sendo o registro de discussões faladas, o Talmud não é nada sistemático ou conciso. É entretanto um tesouro de leis, tradições e costumes, que tem influenciado o pensamento e a prática judaica, e constitui uma valiosa fonte de consulta para o estudo e as decisões legais.
AS VELAS DO SHABAT
É um dever e privilégio de toda mulher acender as velas do Shabat. Depois que as velas foram acesas, o Sábado já iniciou; mesmo que seja antes do pôr-do-sol. Porque é uma mulher que acende as velas? Porque foi através de uma mulher que D-us demonstrou sua soberania e seu amor para conosco. Em tempos de crise na vida do seu povo, "Ele" prometeu que mulheres escolhidas dariam à luz a filhos que salvariam os seus.
São duas as velas do Shabat, representando as duas dimensões relativas ao Shabat no decálogo: Lembrar e guardar.
1º) "Lembrar", ou prestar atenção, irá resultar em "ação". Lembrar significa: Arrependimento e obediência irrestrita ao Eterno.
2º) "Guardar" é: "Fazer com cuidado". O verbo exprime a atenção cuidadosa que se deve ter com as obrigações de uma aliança. Guardar é: "Tomar conta", manter ou cuidar de coisas tais como, jardim, um rebanho, uma casa; ou também envolve resguardar-se contra intrusos. Guardar é: "Disciplina pessoal", a necessidade de ser cuidadoso com referência à própria vida e ações.
Enquanto guardamos o Sábado, proclamamos a nossa lealdade ao Eterno, asseguramos a presença salvadora de D'us através do Seu filho no nosso meio. Para nós, essas promessas se cumprem na pessoa de Yeshua.
CHANUKIÁ
É um candelabro de nove pontas especial para Chanucá. Tem espaço para oito velas e um espaço adicional por cima dos outros. Esse último espaço abriga o shamash (a vela “serva”), que é usada para acender as outras velas. Ao acender a chanukiá o povo judeu dá testemunho para as nações de que a única luz nesse mundo é a que D'us faz brilhar. Para nós, esta luz representa Yeshua HaMashiach, Jesus o nosso Messias.
Parte da proposta de acender a chanukiá é tornar público o milagre de Chanucá e compartilhá-lo com o mundo.
Contém a revelação divina, a lei outorgada a Israel. Torá designa os primeiros cinco livros do Antigo Testamento, também conhecidos como Pentateuco (da expressão grega para cinco pergaminhos, ou cinco livros de Moisés).
Testamento significa “Aliança”.
Nos escritos rabínicos, a Torá é mais do que um código legal. Esse substantivo deriva-se do verbo hebraico “Yarah”, “lançar”, “Atirar uma flecha”, “alvejar”. Mediante associação de idéias, veio a significar: instrução, ensino, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação, mandamento e lei.
Durante a formação da Bíblia houve um processo de seleção. Foram incluídos somente aqueles livros que se acreditava terem sido escritos por profetas sob inspiração divina. Apenas os livros selecionados tornaram-se parte do cânone (que significa padrão ou medida). A base para esta seleção foram os cinco primeiro livros chamados de Torá.
Os judeus se referem à Bíblia O Tanach.
Essa palavra é uma abreviação composta pelas iniciais das palavras hebraicas “Torá” (ensinamento) “Neviim” (profetas) e “Ketuvim” (Escritos), sendo a Torá a base.
A Torá refere-se originalmente a uma instrução particular transmitida ao povo por um porta voz de D-us, como um profeta ou sacerdote. Como esses ensinamentos consistem sobretudo em preceitos, a palavra Torá é muitas vezes traduzida como lei; e como esses ensinamentos consistem na essência da primeira divisão da Bíblia que compreende: Gêneses, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Uma cópia do rolo sobre o qual estão escritos estes cinco livros, é depositada na arca de cada sinagoga judaica.
MURO DAS LAMENTAÇÕES
O muro ocidental, conhecido como Muro das Lamentações, é o lugar mais sagrado e venerado pelos judeus por tratar-se da única relíquia do último templo.
O muro ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C. em redor do segundo Grande Templo
No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.
Durante o período romano, não era permitida aos judeus, a entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo, e choravam sobre as ruínas do Templo.
Daí o nome muro das lamentações. O costume de orar junto ao muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao muro foi novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade dividida.
Depois da Guerra dos Seis Dias (5 a 10 de Junho de 1967), o Muro das Lamentações converteu-se em lugar de júbilo nacional e de culto religioso.
MENORÁ
A primeira Menorá foi feita obedecendo a instruções minuciosas de Moisés. A Bíblia afirma que a forma, o desenho e os detalhes da Menorá, foram inspirados por revelação do céu. Na Menorá, havia sete braços ao todo: uma haste central, e três braços que saiam de cada lado. Cada um dos sete tinha uma tigela para o óleo, que era retirada diariamente pelos sacerdotes para limpeza e recomposição do óleo. Ela era impressionantemente grande, de ouro puro e de desenho altamente decorativo.
Naturalmente, o fogo e a iluminação sempre tiveram um papel muito importante. Quando o Templo foi destruído, a Menorá tornou-se principal símbolo artístico e decorativo da fé judaica. A razão pela qual a Menorá de sete braços nunca foi usada como parte ou ornamento do ritual até os tempos modernos, foi a proibição rabínica da reprodução e uso de quaisquer dos ornamentos do Templo. Em conseqüência, no lar, era o candelabro do Shabat (sétimo dia da semana – descanso) e o castiçal convencional que supriam a iluminação nas ocasiões festivas e religiosas por mais de 2 mil anos.
A Menorá foi reintroduzida em 1948 (proclamação do Estado de Israel) como símbolo nacional do povo judeu e da identidade de Israel.
Menorá é uma palavra hebraica que indica candeeiro com sete braços, usado no Tabernáculo. (Êxodo 25: 31-40) (Êxodo 37: 17-24) (Zacarias 4: 2-5; 10-14)
A luz da “Menorá” simboliza a presença de D-us (no hebraico Shekinah)
“Yeshua” (Jesus) é o candeeiro, pois Ele é a luz do mundo. E o número sete indica a perfeição do seu ofício de iluminador. (João 1: 9) “A luz verdadeira que ilumina a todos os homens, estava vindo ao mundo.”
O material que o candeeiro foi feito, o ouro, representa a preciosidade dos símbolos espirituais, bem como a divindade de Yeshua. O azeite que queimava no candeeiro, representa o Espírito Santo e sua unção de consolador. (João 16: 7) e também de convencer do pecado, da justiça e do juízo. (João 16: 9-11) Levando o homem a reconhecer a verdade apresentando provas ou argumentos; persuadindo e determinando todas as coisas.
MEZUZÁ
É um símbolo da fé judaica, merecedor de grande respeito. A Mezuzá é uma caixa tubular de madeira, vidro ou metal, em geral de 3 a 4 polegadas de comprimento, contendo um pedaço pequeno de pergaminho, no qual em 22 linhas estão escritas passagens bíblicas que fazem parte do “Shemá” (oração da unicidade de D-us) - (Deuteronômio 6: 9; 11: 20). Tem uma pequena abertura na parte superior com a palavra Shadai (um dos nomes de D-us), impressa no verso do pergaminho.
É pregada numa posição inclinada na parte superior da ombreira direita da residência. Costuma-se beijá-la quando se sai ou entra em casa, tocando-a com as pontas dos dedos, e em seguida apertando-os contra o lábio.
O significado religioso mais profundo do seu simbolismo seria lembrar ao homem a unicidade de D-us e induzi-lo a amá-lo.
Base bíblica para uso da Mezuzá:
“E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”
(Deuteronômio 6: 9)
INSTRUÇÕES PARA INSTALAR A MEZUZÁ
O uso da Mezuzá é uma Mitzva (mandamento), dada pelo Eterno em sua Torah:
Dt 6:1-9 “1 Ora este é o mandamento, os estatutos e os juízos que o Eterno vosso Elohim ordenou que se vos ensinassem, para que os cumprais na terra a que passais para a possuirdes; 2 a fim de que temas ao Eterno teu Elohim, de modo que guardes todos os seus estatutos e os seus mandamentos que eu hoje te mando, tu e teu filho, e o filho de teu filho, por todos os dias da tua vida; e para que se prolonguem os teus dias. 3 Ouve, pois, ó Israel, e cuida de o fazer; para que te vá bem, e para que te multipliques abundantemente, como o Eterno, Elohim de teus pais, te prometeu, numa terra que mana leite e mel. 4 Ouve (Entenda do Espírito), ó Israel; o Eterno nosso Elohim é o único Elohim. 5 Amarás, pois, ao Eterno teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. 6 Estas palavras que eu hoje te intimo, estarão sobre o teu coração; 7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás, sentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. 8 Atá-las-ás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos. 9 Escrevê-las-ás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.”
Dentro da Mezuzá encontra-se escritos em um pergaminho os textos de Deuteronômio 6:1-9, acima citado, Deuteronômio 11:13-21 e Números 15:37-41.
Dt 11:13-21 “13 Se obedecerdes diligentemente aos meus mandamentos que eu hoje vos ordeno, de amar ao Eterno vosso Elohim, e de o servir de todo o coração e de toda a alma, 14 darei chuvas à vossa terra a seu tempo, a chuva temporã e a chuva serôdia, para que recolhas o teu pão e o teu mosto e o teu azeite. 15 Nos vossos campos darei hervas para o vosso gado, e comereis e vos fartareis. 16 Guardai-vos para que não suceda que o vosso coração se deixe seduzir, e que vos desvieis e sirvais outros deuses e os adoreis; 17 que a ira do Eterno se acenda contra vós, e feche ele o céu, e não caia a chuva, e a terra não dê os seus frutos; e que pereçais da boa terra que o Eterno vos está dando. 18 Ponde estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atá-las-eis por sinal na vossa mão, e vos serão por frontais entre os vossos olhos. 19 Ensiná-las-eis a vossos filhos, falando delas quando estiverdes sentados em vossas casas, quando andardes pelo caminho, quando vos deitardes e quando vos levantardes. 20 Escrevê-las-eis nos umbrais de vossas casas, e nas vossas portas; 21 para que se multipliquem os vossos dias, bem como os dias de vossos filhos, na terra que o Eterno prometeu com juramento a vossos pais que lhes daria, enquanto o céu cobrir a terra.”
Nm 15:37-41 “37 Disse mais o Eterno a Moisés: 38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que nos cantos dos seus vestidos se lhes façam fímbrias durante as suas gerações, e que se ponham na fímbria de cada canto um fio azul. 39 Ser-vos-á por fímbria, para que, vendo-a, vos lembreis de todos os mandamentos do Eterno, e os observeis, para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração e pelos vossos olhos; 40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Elohim. 41 Eu sou o Eterno vosso Elohim, que vos tirei da terra do Egito, para ser vosso Elohim: eu sou o Eterno vosso Elohim.”
No anverso, perto do alto, está escrito o nome “Shadai”, um dos nomes pelos quais o Eterno é conhecido em hebraico. Intérpretes da tradição judaica já disseram que as três letras hebraicas Shin, Dalet e Yod constituem realmente um aerograma formado pelas primeiras letras da frase: “Shomer Daleth Yisra’el” (Guardião da Porta de Israel).
As Mezuzot devem ser colocadas não apenas nas portas de entrada da casa ou apartamento, mas em todos os aposentos, exceto banheiros.
Antes de coloca-la no umbral o homem deve cobrir a cabeça com o Talit e proferir a benção:
“Baruch Ata Adonai, Elohenu Melech haolam, asher kidshanu b’mitvotav, v’tzvanu likboa mezuzot.”
(Bendito seja tu , ó Eterno, nosso Elohim, Rei do Universo, que nos santificaste em teus mandamentos e ordenaste afixar a mezuzot).
A Mezuzá deve ser colocada no primeiro 1/3 do umbral, à direita de quem entra na casa. Deve ser num ângulo de quarenta e cinco graus, com a parte de cima, onde o nome “Shadai” aparece apontando para dentro e para cima. Se o umbral for estreito demais para permitir isto, a ponta com o nome “Shadai” deve ficar sempre no alto, mesmo que a mezuzá fique em posição vertical.
Entrando ou saindo da casa, é costume tocar-se na capa da mezuzá com as pontas dois dedos e depois beija-los, em sinal de amor, agradecimento e respeito pelo Eterno nos ter dado esse mandamento.
Deve-se abrir a mezuzá de sete em sete anos para verificar se o pergaminho está com mofo.
KIPÁ
O homem foi criado “à imagem de D-us”.
Portanto ele deve vestir-se com dignidade. A cabeça como fonte de moral, representa a parte mais importante no corpo humano.
Cobrindo a cabeça somos lembrados da onipresença divina, e conscientizamo-nos de que a humildade é a essência da religião.
A verdade que ninguém sabe ao certo como, quando e porque surgiu o costume. Durante muito tempo, as autoridades religiosas não consideravam obrigatório o uso do Kipá.
Somente no século XIX, face ao perigo da assimilação, aos judeus ortodoxos adotaram o Kipá como símbolo da particularidade judaica, e fizeram do costume uma lei.
TALIT
Tem origem em um dos mandamentos bíblicos contido no livro de (Números 15: 37-41), o qual instrui o indivíduo a usar franjas nos quatro cantos da veste exterior. O Talit tem como objetivo ser uma espécie de “lembrete” visível do dever de observar fielmente os mandamentos da Torá. O Talit é obrigatório para todos os homens judeus, quando nas sinagogas ou no lar na hora das orações.
Quando o Talit se tornou o xale das orações, a lei rabínica determinou que o seu uso só seria obrigatório para homens casados. No entanto, na época Contemporânea, é costume dos rapazes começarem a usa-lo a partir do seu Bar-Mitzvá (13 anos)
O Talit é em geral feito de linho, lã ou seda, com as franjas do mesmo material .
Jesus usava seu Talit. Em (Mateus 9: 20) (Marcos 5: 28) (Lucas 8: 44)
“Certa Mulher, que havia doze anos que padecia de um fluxo de sangue, chegou por detrás dele e tocou a orla do seu manto.”
Ela tocou nas franjas ou borlas usadas nos cantos do Talit de “Yeshuah”
TEFILIN
O Tefilin ou filactério representa um símbolo proeminente da religião judaica. O homem judeu devoto, durante gerações, ao cumprir o rito diário de colocação do Tefilin, cada vez que pronunciadas as orações matutinas recebia assim um reforço para permanecer consciente de seus deveres religiosos e de sua identidade judaica como um grupo. O Tefilin era para ele um símbolo de dedicação pessoal ao seu D-us e à Torá. A obrigação de usá-los foi exposta em um dos mandamentos do Livro de Êxodo.
Eles consistem em duas caixas separadas, cujas bases, têm em geral, de 4 a 6 cm. Em cada cubo acham-se depositadas tiras de pergaminho, nas quais estão escritas quatro passagens bíblicas em hebraico. São feitos de couro negro. Um se destina à cabeça, e o outro à mão esquerda. São presos por meio de tiras, nós, e alças de couro. O Tefilin usado na cabeça, é amarrado na testa de forma a ficar sugestivamente perto do cérebro; o que está no braço esquerdo fica numa posição mais próxima do coração. Esse arranjo é interpretado como significando que o judeu, quando adora a D-us, fá-lo com todo o seu coração e com todos os seus pensamentos.
O uso do Tefilin é obrigatório para todos os homens adultos judeus desde a época em que celebram o Bar-Mitzvá (13 anos). São colocados antes de iniciar o recitativo das orações matutinas todo dia. Há exceções, como no Shabat e nos dias de festa, uma vez que os dias santos já são por si só símbolos da identidade religiosa judaica.
“Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos.” (Deuteronômio 6:8; 11:18)
TALMUD
A Bíblia "JUDAICA" compõe-se de textos que foram reunidos pelos hebreus e preservados através dos séculos como o Livro Sagrado do Povo Judeu, consiste em três divisões:
1º A Torá (os cinco livros de Moisés, também denominados de Pentateuco no grego);
2º Os Profetas;
3º Salmos e Provérbios;
A TORÁ é um relato dos acontecimentos desde o princípio do mundo até a morte de Moisés, entremeados de leis e mandamentos.
Com o passar do tempo, o povo Judeu foi desenvolvendo uma série de leis suplementares e eram transmitidas "oralmente" de geração a geração.
Com o retorno dos judeus do Exílio Babilônico, Esdras começou a compila-la e comentá-la, e continuou através de vários sábios, quando então o “Rabi Yehuda Ha' Nassi” (O Príncipe) acabou de concluí-la. A esse código deu-se o nome de "MISHNÁ".
A "MISHINÁ", juntamente com a GEMARÁ (Comentários e interpretações rabínicas das leis da Mishná), compõe o Talmud.
Existem duas versões do Talmud:
1ª A versão de Jerusalém;
2ª A versão Babilônica, que diferem apenas em certos aspectos.
O mais completo é o Babilônico, elaborado entre os séculos III e V, foi iniciado por Rabi Rav Ashi, chefe da academia de Sura sob o domínio dos persas e árabes, no ano 367 e continuado por seus discípulos até a metade do século VI.
Sendo o registro de discussões faladas, o Talmud não é nada sistemático ou conciso. É entretanto um tesouro de leis, tradições e costumes, que tem influenciado o pensamento e a prática judaica, e constitui uma valiosa fonte de consulta para o estudo e as decisões legais.
AS VELAS DO SHABAT
É um dever e privilégio de toda mulher acender as velas do Shabat. Depois que as velas foram acesas, o Sábado já iniciou; mesmo que seja antes do pôr-do-sol. Porque é uma mulher que acende as velas? Porque foi através de uma mulher que D-us demonstrou sua soberania e seu amor para conosco. Em tempos de crise na vida do seu povo, "Ele" prometeu que mulheres escolhidas dariam à luz a filhos que salvariam os seus.
São duas as velas do Shabat, representando as duas dimensões relativas ao Shabat no decálogo: Lembrar e guardar.
1º) "Lembrar", ou prestar atenção, irá resultar em "ação". Lembrar significa: Arrependimento e obediência irrestrita ao Eterno.
2º) "Guardar" é: "Fazer com cuidado". O verbo exprime a atenção cuidadosa que se deve ter com as obrigações de uma aliança. Guardar é: "Tomar conta", manter ou cuidar de coisas tais como, jardim, um rebanho, uma casa; ou também envolve resguardar-se contra intrusos. Guardar é: "Disciplina pessoal", a necessidade de ser cuidadoso com referência à própria vida e ações.
Enquanto guardamos o Sábado, proclamamos a nossa lealdade ao Eterno, asseguramos a presença salvadora de D'us através do Seu filho no nosso meio. Para nós, essas promessas se cumprem na pessoa de Yeshua.
CHANUKIÁ
É um candelabro de nove pontas especial para Chanucá. Tem espaço para oito velas e um espaço adicional por cima dos outros. Esse último espaço abriga o shamash (a vela “serva”), que é usada para acender as outras velas. Ao acender a chanukiá o povo judeu dá testemunho para as nações de que a única luz nesse mundo é a que D'us faz brilhar. Para nós, esta luz representa Yeshua HaMashiach, Jesus o nosso Messias.
Parte da proposta de acender a chanukiá é tornar público o milagre de Chanucá e compartilhá-lo com o mundo.
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